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Acrítico

Leituras dispersas

Amália – A Ressurreição | Fernando Dacosta

Amália – A Ressurreição | Fernando Dacosta

Uníssona, a multidão rebentará depois em aplausos, desconcertando Amália, que se ergue, se dirige à varanda, se acena sob sorrisos em lágrimas. Milagres aconteceram-lhe sempre, que inexplicável lhe foi o destino – sempre.

Fernando Dacosta brinda as suas divas com uma escrita poderosa, elegante e de fina sensibilidade, conheceu-as como poucos, partilhou da sua intimidade, aturou-lhes excessos, amou-as. Foi assim com Natália Correia e com Amália. Neste livro deixa-nos um registo em forma de apontamentos, o essencial para descodificar a personalidade da cantora que marcou gerações de portugueses, se fez temida pelo regime ditatorial, sofreu com a revolução, mas foi resgatada pelo povo. Continue reading “Amália – A Ressurreição | Fernando Dacosta”

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As Oito Montanhas, de Paolo Cognetti

As Oito MontanhasPaolo Cognetti

Pietro aprende com o pai a amar a montanha, a render-se à emoção de descobrir outra ordem de grandeza, vir das montanhas dos homens e encontrar-se nas dos gigantes. Na montanha o pai liberta-se da crispação da cidade e do emprego. Solta-se, fica alegre e feliz, como se desenvolvesse uma segunda personalidade, uma de que se podia gostar. Continue reading “As Oito Montanhas, de Paolo Cognetti”

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Todos os Dias Morrem Deuses | António Tavares

Todos os Dias Morrem Deuses, de António Tavares.

Em plena guerra fria, Portugal vive no remanso de uma vida habitual assegurada pelo Estado Novo, protegido por costumes conservadores e uma atávica rejeição à novidade. A censura preserva os portugueses de sobressaltos nacionais. Perseguições, assassinatos, conspirações, purgas, espiões que revelam segredos de Estado são acontecimentos de um mundo distante, acontecem lá muito longe. Essa longínqua realidade confunde-se com a ficção, apela à imaginação para ser entendida e coloca um sério desafio a quem pretende escrever sobre ela. Continue reading “Todos os Dias Morrem Deuses | António Tavares”

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hoje estarás comigo no paraíso | Bruno Vieira Amaral

hoje estarás comigo no paraíso, de Bruno Vieira Amaral

Neste segundo romance Bruno Vieira Amaral regressa à Baixa da Banheira e às memórias de infância, em busca da história por detrás do assassinato do primo. Dele guarda apenas a memória desse dia: Mataram aquele teu primo, o João Jorge. O narrador é o próprio autor, preso a um fascínio que não consegue explicar, ao ímpeto de registar o sucedido em livro. Continue reading “hoje estarás comigo no paraíso | Bruno Vieira Amaral”

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O Segredo de Joe Gould, de Joseph Mitchel

O Segredo de Joe Gould, de Joseph Mitchel

Joe Gould é um escritor, artista e historiador, carinhosamente conhecido pelos seus amigos como o professor Gaivota, e que pode, facilmente, ser tomado por um mendigo. Para afastar suspeitas decide criar o fundo Joe Gould. Não se dedica à mendicidade, mas à recolha de contribuições para o seu fundo que financia o projeto da sua vida: a escrita da História Oral. Um registo da história informal da gente em mangas de camisa e, segundo o narrador, um repositório de tagarelices, uma miscelânea de boatos, de mexericos, de paleio, de tretas, de lérias, de zunzuns, fruto, segundo os cálculos de Gould, de mais de vinte mil conversas.

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Os Dias Não Andam Satisfeitos, de Joaquim Pessoa

Os Dias Não Andam Satisfeitos, de Joaquim Pessoa

Adiei-me por ti. E por ti ardo, como o velho anjo que pegou o fogo aos quatro pontos cardeais.
Existe nesta poesia um prenúncio de tempo, um desencanto invocando a presença negada da amada; uma ausência vivida a dois, só possível no amor, na verdade dos amantes. Dor de uma promessa por cumprir, de musas que se distanciam. A eternidade é o tempo em que nós não existimos, em que as palavras nos dispensam e o poema não é mais do que uma suspeita, a casa branca que guarda os dias escuros. Continue reading “Os Dias Não Andam Satisfeitos, de Joaquim Pessoa”

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a construção do vazio, de Patrícia Reis

a construção do vazio, de Patrícia Reis

Sofia nasceu num lar sem amor, a crescer para caber nas mãos do pai. Sorte a dele, e a sua infância a ser-lhe roubada. Sempre foi um incómodo para a mãe, e não estranhou que esta optasse por ignorar a situação: naquela casa não havia lugar para outra mulher. A mão sempre pronta a punir a filha, como se fosse possível disfarçar a rejeição. Continue reading “a construção do vazio, de Patrícia Reis”

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Jesus na Escola | J.M. Coetzee

David é um rapazinho que está sempre a fazer perguntas. Simón e Inés ficam encarregados dele na nova cidade em que vão habitar, Estrella. O rapaz está a aprender a língua e começou a fazer amizades. Tem o seu grande cão Bolívar para olhar por ele. Mas vai fazer sete anos e tem de ir para a escola. Assim, tendo em conta as indicações das três irmãs proprietárias da quinta onde Simón e Inés trabalham, David é matriculado na Academia de Dança.

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QUE FESTA É ESTA?

QUE FESTA É ESTA? | É uma festa em que os ilustradores mostram as suas opiniões ilustradas. É uma festa mesmo, em que toda a gente se diverte e convive à volta de desenhos, uns mais coloridos outros menos coloridos, mas todos com ganas de dizer bem alto que a ilustração está a viver momentos excepcionais. Esta festa tem contornos únicos em Portugal e no mundo. Continue reading “QUE FESTA É ESTA?”

Obra Breve – Livraria Ferin

Apresentação de “Obra Breve”, de Fiama Hasse Pais Brandão. A sessão realiza-se esta quarta-feira, dia 22, na livraria Ferin, em Lisboa.

” Paolo Cognetti

Ainda antes de estar tudo parado o meu pai desceu a correr, mas não conseguia localizar o amigo. A neve agora era dura. Neve pesada e bem comprimida pela queda. Lançou-se pela avalanche a gritar, olhando para todos os lados para ver se algo se movia, mas neve estava outra vez imóvel embora não tivesse passado mais de um minuto depois da queda. Continue reading “” Paolo Cognetti”

” Manuel Alegre

Passeava com ela uma tarde no Parque, quando de repente percebeu: a guerra já estava ali. Havia uma sombra por dentro dos rapazes e raparigas que se sentavam à beira do rio. Eles riam, falavam, beijavam-se, sentavam-se de mãos dadas nos bancos de pedra. Mas uma sombra crescia dentro deles, escurecia o olhar, apagava de súbito os risos e as conversas. Continue reading “” Manuel Alegre”

Evangelha | David Toscana

Apresentação do livro Evangelha, de David Toscana, no auditório do Instituto Cervantes de Lisboa, dia 24 pelas 18:30. Apresentação de Mário de Carvalho.

Pussy | Howard Jacobson

Nos dias que se seguiram à última eleição presencial norte-americana, Howard Jacobson, o autor de «Shylock é o Meu Nome» e de «J», escreveu «Pussy», um romance cómico que, segundo o autor, tem como objetivo, oferecer aos leitores «a consolação da sátira selvagem».
Em resposta à vitória eleitoral de Donald Trump, Jacobson escreveu, em tempo recorde, uma ficção repleta de humor, no qual o vencedor do Man Booker Prize tenta dar sentido ao resultado eleitoral norte-americano. Continue reading “Pussy | Howard Jacobson”

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