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Acrítico

Leituras dispersas

Mares Encrespados | José Luís Outono

Mares Encrespados | José Luís Outono

Entre a prosa mais formal, onde o pensamento se reclina, e a desorganização do poema, existe uma escrita de ideias onde despontam palavras como: ética, rebelião e silêncio. Palavras às quais se junta o sentido de humor: -Quem não deve não teme. –Quem deve também não. Teatralizar o nosso tempo e marcar o olhar contemporâneo de quem, de tanto viver, viu chegar o hábito de tomar café com canela. Nestas linhas advinha-se um país que arrumou o futuro na pasta dos pendentes. O leitor percebe, desde o início, que a musa inspiradora deste poeta é uma realidade complexa que ultrapassa a simplicidade da poesia que se encerra em estados de alma do autor. Continue reading “Mares Encrespados | José Luís Outono”

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O Outro Lado do Reflexo | Adelina Barradas de Oliveira

O Outro Lado do Reflexo | Adelina Barradas de Oliveira

Escreve para mim, solicita a voz anónima de forma insistente, é um eco instalado na consciência. Escrever sem pensar, como quem desabafa. E o que pode escrever uma agente da justiça, alguém que, estando no topo do processo, é o seu decisor último? Tem esse agente direito à opinião, a colocar no papel as suas emoções quando as teve de apartar do processo de decisão que foi fazer justiça? Que fio condutor torna isso possível? Continue reading “O Outro Lado do Reflexo | Adelina Barradas de Oliveira”

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“Harper Lee

Mr. Avery aproveitou para dizer que estava escrito na Pedra Roseta que quando as crianças desobedeciam aos pais, fumavam ou guerreavam umas contra as outras, as estações do ano mudavam: por isso, eu e o Jem carregávamos o fardo da culpa por havermos contribuído para tais aberrações da natureza, tendo causado, portanto, tristeza nos nossos vizinhos e desconforto em nós próprios. Continue reading ““Harper Lee”

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O Livro Branco | Han Kang

O Livro Branco | Han Kang

A autora abre o livro com uma lista de palavras que remetem para objetos de cor branca, são também, como descobrirá o leitor, a sucessão de títulos dos capítulos que se seguem. A cor branca e os suportes materiais que lhe estão associados são universais, mas basta escrever sudário para convocar referências particulares que ressoam na mente de cada um de forma diferente. Um livro por escrever – ou por ler – é um tempo ainda não vivido, mesmo que se convoquem memórias, nunca se regressa da mesma forma. Continue reading “O Livro Branco | Han Kang”

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O Último Minuto na Vida de S. | Miguel Real

O Último Minuto na Vida de S. | Miguel Real

Snu enche toda a capa, de blusa branca, olhar em frente, semblante neutro, mais atrás, em segundo plano, está Sá Carneiro de fato e gravata, a imagem pública que nos deixou. O cinzentismo português de quem tem responsabilidade de Estado. O leitor fica a saber a quem pertence o “S”. Continue reading “O Último Minuto na Vida de S. | Miguel Real”

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Minas do Leão | José Eron Nunes

Minas do Leão | José Eron Nunes

A pegada ecológica é uma das preocupações dos dias de hoje, como se o mundo se extinguisse connosco e tudo o que sai da mão do homem fosse derradeiro, definitivo e irreversível. Ao ler este livro de José Eron, sobre a realidade das minas do Leão, percebemos como o tempo passa por nós indiferente às nossas urgências. Continue reading “Minas do Leão | José Eron Nunes”

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Persona | Eduardo Pitta

Persona | Eduardo Pitta

Três episódios da vida de Afonso marcam o percurso iniciático possível a uma escassa minoria branca, letrada e viajada. Falamos de Lourenço Marques à época colonial. Os happy few, frequentadores da África do Sul e da Europa, conhecedores de outros ventos onde despontam livros e ideias interditas, essa elite alfabetizada, frequentadora de tertúlias, festas e ambientes exclusivos, vivia uma realidade que, para alguém como eu, largas centenas de quilómetros mais a norte, em Quelimane, era impossível de conceber. Continue reading “Persona | Eduardo Pitta”

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O Poço e a Estrada | Isabel Rio Novo

O Poço e a Estrada | Isabel Rio Novo

Existe uma Agustina que se insinuou ao longo da sua imensa obra, fazendo-se presente nos episódios de infância, nas histórias, espaços e pessoas, algumas de passagem outras nem tanto. Isabel Rio Novo resgatou-a desse limiar de ficção. Leu a obra de Agustina, com uma atenção que não foi de encomenda, mas plena de paixão e cumplicidade de ser, igualmente, escritora. A leitura que dedicou à obra da biografada permitiu-lhe revelar, sem a secura de uma tese mas com a punção de um romance, como Agustina se disseminou ao longo da sua obra, o quanto a autora projetou nas suas personagens. Afinal, a biografada confessa encontrar nas suas referências, nos escritores que a influenciaram, uma criação do mundo. E isso, nos mortais – digo eu – é um compromisso para toda a vida. Continue reading “O Poço e a Estrada | Isabel Rio Novo”

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A Outra Margem do Mar | António Lobo Antunes

A Outra Margem do Mar recupera o início da sublevação na Baixa do Cassanje, em Angola.
O romance recai, assim, nos incidentes ocorridos antes da guerra colonial, quando grandes plantações de algodão começaram a ser incendiadas, acontecimentos que foram fulcrais para o desenrolar do conflito. Continue reading “A Outra Margem do Mar | António Lobo Antunes”

Os Sonetos | Manuel Alegre

São frequentemente referidas três vertentes na poesia de Manuel Alegre: a lírica; a elegíaca e a épica. Este volume mostra que o soneto repousa inequivocamente na forma lírica, que tendo as suas raízes na poesia popular foi evoluindo até à superior arte de Dante e Petrarca. Continue reading “Os Sonetos | Manuel Alegre”

A Morte Não é Prioritária

Depois do lançamento de A Morte Não é Prioritária – Biografia de Manoel de Oliveira no Porto de Encontro, no Porto, a 22 de setembro, a obra será lançada no dia seguinte, a 23 de setembro, em Lisboa na Cinemateca Portuguesa. O livro será apresentado por Gonçalo M. Tavares e Paulo Branco. A sessão está marcada para as 18h30.

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 Dona Filipa e Dom João I

A Bertrand Editora e a FNAC têm o prazer de o/a convidar para o lançamento do livro Dona Filipa e Dom João I, de Maria João Fialho Gouveia, que terá lugar amanhã, dia 21 de setembro, pelas 17h00, na FNAC Chiado, em Lisboa.

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José e os Seus Irmãos (II) | Thomas Mann

Thomas Mann considerou esta monumental história bíblica de José como a sua magnum opus. Concebeu-a em quatro partes – As Histórias de Jaacob, O Jovem José, José no Egito e José, o Provedor – como uma narrativa unificada, um «romance mitológico» da queda de José na escravidão e da sua ascensão a senhor do Egito. Continue reading “José e os Seus Irmãos (II) | Thomas Mann”

Quotidiano Instável | Maria Teresa Horta

Quotidiano Instável é o título da coluna publicada por Maria Teresa Horta no suplemento «Literatura & Arte» do jornal A Capital, entre 1968 e 1972. Continue reading “Quotidiano Instável | Maria Teresa Horta”

No Devagar Depressa dos Tempos | Marcello Duarte Mathias

Antologia do que de mais relevante Marcello Duarte Mathias escreveu nos seus Diários. Uma compilação de textos descritos com humor e perspicácia e que nos revelam as riquíssimas vivências de um diplomata e os seus encontros com figuras importantes ao longo da sua carreira. Continue reading “No Devagar Depressa dos Tempos | Marcello Duarte Mathias”

O Diabo foi Meu Padeiro | Mário Lúcio Sousa

A Colónia Penal do Tarrafal, criada durante o Estado Novo na ilha de Santiago, em Cabo Verde, foi estreada em 1936 com centena e meia de prisioneiros políticos vindos da metrópole, que era preciso afastar, enfraquecer e usar como lição. Continue reading “O Diabo foi Meu Padeiro | Mário Lúcio Sousa”

O Vento Assobiando nas Gruas | Lídia Jorge

O Vento Assobiando nas Gruas é um livro ancorado sobre dois mundos – um mundo contemporâneo, envolvido com a transformação acelerada da Terra, movido pelo instinto selvagem de futuro, e um outro mais antigo, onde a história de uma velha fábrica se cruza com a sorte de uma família numerosa, recém-chegada de África. Continue reading “O Vento Assobiando nas Gruas | Lídia Jorge”

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