do-outro-lado-do-espelhoO meu primeiro livro de poesia. Não o primeiro que li, mas o primeiro que comento neste espaço.

Habituei-me à poesia da blogosfera, que é diferente da poesia em papel. Todos os poemas deviam ser lidos em papel, e de preferência em livro. Não é possível ler-se poesia sobre um vidro que nos pode reflectir. A poesia precisa de papel, de uma página que se vira, do cheiro a tinta impressa, do peso de um livro que nos ocupa as mãos.

Hoje, a poesia da bloga saltou para o papel. Ganhou força. Num livro em que a capa se reflecte na contracapa, sendo espelho de si mesmo, fechado sobre si mesmo. Não espreitamos o que está do outro lado do espelho, simplesmente o folheamos e lemos o seu interior. E descobrimos silêncios, partilhas e a imensidão que sendo humana nos estranha. Interroga-nos com a força do verbo e encanta-nos com a sua melodia.

sabendo-me…
simples poça de água
berço das gotas de chuva.

Seja eu esse silêncio em partilha que encontro na poesia da Maria João. odagirbO.

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