K_InscricaoDias_altaA Inscrição dos Dias – Cartas para Q, de Pedro Martins

Em 1971, Portugal continuava a travar uma guerra inútil, que durava havia já uma década. Na Metrópole, a uma economia que acusava o esforço do conflito, juntava-se mais um atentado da Acção Revolucionária Armada, que destruía quase três dezenas de aviões e helicópteros da Força Aérea, em Tancos.

Do porto de Lisboa continuam a sair barcos carregados de militares. Num deles, o Niassa, com destino à Guiné, vai o narrador desta obra. E se o coração vai já apertado de saudades de Q., o seu amor, daquele território não chegavam notícias animadoras – o PAIGC estava já equipado com mísseis, fornecidos pela União Soviética, e a guerra não parecia ter um fim à vista.

Percorrendo os grandes temas de um país perdido na sua história (o salazarismo, a PIDE, o Tarrafal), os sentimentos mais genuínos (o amor, a solidariedade), mas também um quotidiano cruel, os medos e os fantasmas de uma geração, A Inscrição dos Dias – Cartas para Q. é uma obra intensa, uma descida aos infernos e, em simultâneo, um acto de libertação.

O livro conta com um prefácio de Francisco Belard.

PEDRO MARTINS

Irremediável soixante-huitard (low profile), nasceu em Beja, em 1949.

Estudou no Liceu da cidade natal e frequentou universidades (Bélgica, Portugal). Trabalhou na banca e no mundo dos livros.

Colaborou em inúmeras publicações, de que são exemplo os jornais Diário de Lisboa, Ponto, Notícias da Amadora, Diário do Alentejo, Notícias do Sul ou Voz do Povo (2ª Série) e na revista Alentejo.

Esteve dois anos (entre 1971 e 1973) na Guerra Colonial, na Guiné, experiência que está na génese deste livro.

Nota de Imprensa da Parsifal.

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