o-ano-da-morteO Ano da Morte de Ricardo Reis, de José Saramago, regressa no dia 22 de setembro às livrarias numa nova edição da Porto Editora. Publicado pela primeira vez em 1984, é um dos romances mais lidos do Nobel português e está neste momento em cena, no teatro A Barraca, numa adaptação do encenador e dramaturgo Hélder Mateus da Costa. A caligrafia da capa desta edição é do Professor Carlos Reis.

Sobre O Ano da Morte de Ricardo Reis, disse José Saramago ao Jornal de Letras, Artes e Ideias: «Neste livro nada é verdade e nada é mentira. Não é verdade que Ricardo Reis tenha existido. Mas é verdade que se ele tivesse existido tinha sentido atribuir-lhe essa vida a partir da obra que deixou e dos dados que Fernando Pessoa nos deu dele. Mas é também verdade que Fernando Pessoa já não estava vivo nessa altura. E no entanto é verosímil. Não está vivo mas entra na história. Nada é mentira e nada é verdade no livro.»

SINOPSE
Um tempo múltiplo. Labiríntico. As histórias das sociedades humanas.
Ricardo Reis chega a Lisboa em finais de dezembro de 1935. Fica até setembro de 1936. Uma personagem vinda de uma outra ficção, a da heteronímia de Fernando Pessoa. E um movimento inverso, logo a começar: «Aqui onde o mar se acaba e a terra principia»; o virar ao contrário o verso de Camões: «Onde a terra acaba e o mar começa.» Em Camões, o movimento é da terra para o mar; no livro de Saramago temos Ricardo Reis a regressar a Portugal por mar. É substituído o movimento épico da partida. Mais uma vez, a história na escrita de Saramago. E as relações entre a vida e a morte. Ricardo Reis chega a Lisboa em finais de dezembro e Fernando Pessoa morreu a 30 de novembro. Ricardo Reis visita-o ao cemitério. Um tempo complexo. O fascismo consolida-se em Portugal.

Autor de mais de 40 títulos, José Saramago nasceu em 1922, na aldeia de Azinhaga. Até 2010, ano da sua morte, a 18 de junho, em Lanzarote, José Saramago construiu uma obra incontornável na literatura portuguesa e universal, traduzidas em todo o mundo. José Saramago recebeu o Prémio Camões em 1995 e o Prémio Nobel de Literatura em 1998.

Nota de Imprensa da Porto Editora

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