capa_as-botas-do-sargento_vgmUm conto de Vasco Graça Moura inspirado na obra de Paula Rego.

As Botas do Sargento, do escritor, poeta e ensaísta Vasco Graça Moura, regressou às livrarias em novembro.
Este livro, editado pela Quetzal Editores pela primeira vez em 2001, volta a estar disponível em Portugal.
A partir de algumas das famosas telas de Paula Rego – Duas Meninas e um Cão, de 1987; A Filha do Soldado, 1987; Partida, 1988; A Filha do Polícia, 1987; A Dança, 1988; O Sonho de José, 1990 –, Vasco Graça Moura constrói uma narrativa dentro do espírito e do imaginário da pintora: há meninas, cães, empregadas domésticas, gatos e bailes ao luar, e a realidade sempre agarrada ao sonho – ou vice-versa.
Na segunda parte do livro, conta-se a história de vida e artística de Paula Rego, através de fotografias, desenhos e de muitas passagens pela voz da artista, num registo acessível e adequado às faixas etárias visadas.
Considerado por muitos como um dos maiores, se não o maior, poeta português contemporâneo, Vasco Graça Moura é autor de uma vastíssima obra poética, ensaística e ficcional e um nobilíssimo tradutor e divulgador das literaturas clássicas.
«Só ela continuava a dançar, a dançar num galope que não havia maneira de se deter, sem ficar exausta com aquela trepidação, sem ter sede nem vontade de comer, sem sentir a cabeça a andar de roda, sem lhe apetecer regressar a casa. E foi de repente, passado ainda um bom bocado, que lhe pareceu que, também ela, já não tinha vontade nenhuma de dançar. Mas não conseguia parar. As botas faziam-na levantar pés e pernas e andar naquele rodopio, apesar de a música se ter calado e de todas as pessoas se terem ido embora, a pouco e pouco, até o terreiro ficar completamente deserto à luz da Lua.»

Vasco Graça Moura, poeta, ficcionista, ensaísta e tradutor, foi advogado, secretário de Estado, director de Programas do Primeiro Canal da RTP, administrador da Imprensa Nacional – Casa da Moeda, comissário-geral para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses, comissário de Portugal para a Exposição Universal de Sevilha e comissário de Portugal para a exposição internacional «Cristoforo Colombo,il naviglio e il mare». Dirigiu o Serviço de Bibliotecas e Apoio à Leiturada Fundação Calouste Gulbenkian. Colabora regularmente com a televisão, a rádio, jornais e revistas. Foi deputado ao Parlamento Europeu de 1999 até 2009. Entre os inúmeros prémios literários que recebeu, contam-se o Prémio Pessoa (1995), o Prémio de Poesiado Pen Clube (1997), o Grande Prémio de Poesia da APE (1997) e o Grande Prémio de Romance e Novela APE/IPLB (2004). Foi galardoado em 2007 com o Prémio Vergílio Ferreira e com o Prémio Max Jacob de poesia estrangeira e, em 2008, com o Prémio de Tradução do Ministério da Cultura italiano pelas suas traduções de Dante e de Petrarca.

Nota de Imprensa da Quetzal.

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