coracao_m_perf_sgDepois de Vidadupla, que reúne um conjunto de contos, a Quetzal publica o primeiro romance do popular cantor e compositor, agudo cronista e bardo dos últimos quarenta anos portugueses. Os insondáveis e pedregosos caminhos do coração, amores imperfeitos que se sublimam até à perfeição e pureza do diamante.

Sérgio Godinho nasceu em 1945 no Porto. Partiu de Portugal com 20 anos, recusando assim fazer a guerra colonial. Viveu durante nove anos em Genéve, Paris, onde integrou o elenco da comédia musical “Hair”, Amesterdão, Brasil, onde se juntou ao grupo de vanguarda “Living Theater” e Vancouver. O seu primeiro LP “Os Sobreviventes” foi gravado em França, em 1971, com músicos franceses e a colaboração de alguns portugueses então radicados em França. Gravou também no exílio o álbum “Pré-Histórias”. Estes dois discos, premiados pela Casa da Imprensa, foram sucessivamente proíbidos e autorizados pela censura de então. Tendo regressado a Portugal após a revolução democrática do 25 de abril de 1974, Sérgio Godinho tornou-se autor de algumas das canções mais unânimemente aclamadas da música portuguesa – “Com Um Brilhozinho Nos Olhos”, “O Primeiro Dia”, “É Terça-Feira”, apenas para citar três. Em 1983, no seu álbum “Coincidências”, incluiu temas compostos em parceria com alguns dos mais reputados músicos brasileiros – nomes como Chico Buarque, Ivan Lins ou Milton Nascimento – algo até então inédito na produção musical portuguesa. Nos seis anos que se seguiram, Sérgio Godinho gravou mais três álbuns de originais – “Salão de Festas”, “Na Vida Real” e “Aos Amores” tendo entre outras atividades realizado centenas de espetáculos pelo país e no estrangeiro, atuando em algumas das mais famosas salas de espetáculos portuguesas. Em 1990 voltou à música com o espetáculo “Sérgio Godinho, Escritor de Canções”, onde revisitou as suas músicas sob uma nova perspetiva – apenas dois músicos acompanhantes e num auditório mais pequeno, neste caso o Instituto Franco-Português, onde fez 20 espetáculos de grande êxito. Desses espetáculos saíu o álbum ao vivo “Escritor de Canções”. Foi autor da série “Luz na Sombra”, seis programas sobre intervenientes importantes das profissões menos conhecidas do mundo da música: letristas, técnicos de som, produtores, etc.; série essa exibida na RTP 2 no verão de 1991. Em janeiro de 1992, realizou três filmes de ficção, de meia hora cada, com argumento e música igualmente seus. Estes filmes, com o título genérico de “Ultimactos”, foram produzidos para a RTP, que os exibiu em 1994. Escreveu ainda “O Pequeno Livro dos Medos”, obra infanto-juvenil, que também ilustrou. Voltou à música em 1993 com o disco “Tinta Permanente” e o espetáculo “A Face Visível”, ambos merecedores dos maiores elogios da crítica e do público. Em novembro de 1995 é editado o disco “Noites Passadas” que foi gravado ao vivo em três espetáculos realizados no Teatro S. Luiz em novembro de 1993 e no Coliseu de Lisboa em novembro de 1994. Foram espetáculos que alcançaram grande êxito, tendo o Coliseu sido considerado um dos melhores espetáculos de sempre da carreira de Sérgio Godinho, alcançando um enorme sucesso de crítica e público. Em junho de 1997 é editado o disco “Domingo no Mundo”, disco que conta com a participação de músicos e arranjadores de diferentes áreas musicais: (Pop, Rock, Popular, Erudita, Jazz). Este disco foi apresentado com enorme êxito no teatro Rivoli do Porto e no Coliseu de Lisboa, nos espetáculos de nome “Godinho no mundo”. Em 1998 foi editado o álbum “Rivolitz”, gravado ao vivo nos espetáculos do Teatro Rivoli e no Ritz Clube, em Lisboa, com uma formação de 10 músicos no primeiro de 3 no segundo. Recebeu inúmeros prémios pelos seus discos, pela sua poesia, pela sua música, pelos seus espetáculos. Em 2000 Sérgio Godinho volta com o seu mais recente disco “Lupa”, com dez canções originais e produção de Helder Gonçalves e Nuno Rafael. “Dancemos no Mundo” e “Bem-vindo Sr. Presidente” fazem já parte da lista das melhores de sempre. O disco é apresentado ao vivo, em novembro desse ano, com dois espetáculos em Lisboa, no Centro Cultural de Belém, e um no Coliseu do Porto, tendo os três concertos obtido um grande sucesso. 2001 é o ano dos 30 anos de carreira. O aniversário é marcado pela edição três CDs. Dois dos discos são lançados em 2001 (“Biografias do Amor”, uma coletânea de canções de amor e “Afinidades”, uma gravação do espetáculo em conjunto com os Clã) e o terceiro, lançado em 2003, onde Sérgio Godinho junta alguns amigos com quem partilha 15 canções. Entre muitos outros artistas participam neste disco Camané, Da Weasel, Jorge Palma, Teresa Salgueiro, Xutos e Pontapés e alguns grandes nomes da música popular brasileira. Gravou os seguintes álbuns: 1971 – Os Sobreviventes 1972 – Pré-Histórias 1974 – À Queima-Roupa 1976 – De Pequenino Se Torce O Destino 1978 – Pano Cru 1979 – Campolide 1980 – Canto da Boca 1980 – Kilas o Mau da Fita 1983 – Coincidências 1984 – Salão de Festas 1985 – Era Uma Vez Um Rapaz 1987 – Na Vida Real 1988 – Sérgio Godinho Canta com Os Amigos do Gaspar (Infantil) 1989 – Aos Amores 1990 – Escritor de Canções (ao vivo) 1993 – Tinta Permanente 1995 – Noites Passadas (ao vivo) 1997 – Domingo no Mundo 1998 – Rivolitz (ao vivo) 2000 – Lupa 2001 – Afinidades 2001 – Biografias do Amor 2003 – Irmão do meio Tem ainda editados a banda sonora do filme “Kilas, O Mau da Fita” (1980), e várias coletâneas das quais se destaca “Era Uma Vez Um Rapaz” (1985) e o álbum para crianças “Sérgio Godinho Canta com os Amigos do Gaspar” (1988).

Nota de Imprensa da Quetzal.

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