o-canto-e-as-armasUm livro singular na história da poesia portuguesa contemporânea: foi, porventura, o livro mais cantado; Adriano Correia de Oliveira, entre outros, interpretou alguns dos seus poemas e gravou, em 1969, um álbum intitulado, precisamente, O Canto e as Armas;

 

foi, como alguém disse, o livro de uma geração, mas também um livro que se prolongou no tempo, enquanto voz de esperança numa pátria livre e de denúncia da opressão política da ditadura salazarista, da guerra colonial, da emigração e do exílio, a que muitos portugueses, como o próprio poeta, foram condenados. Foi, para além disto tudo, um livro premonitório – numa das quadras de POEMARMA podemos ler:

Que o Poema seja microfone e fale
uma noite destas de repente às três e tal
para que a lua estoire e o sono estale
e a gente acorde finalmente em Portugal

Um livro que a Dom Quixote agora reedita por ocasião dos 50 anos da sua primeira edição.

Nota de Imprensa da D. Quixote.

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