Ao longo de todo o Estado Novo, a oposição a Salazar e Marcelo Caetano foi também feita por mulheres que com enorme sacrifício pessoal abandonaram as suas casas, a sua família, as suas terras, até o seu nome, para mergulhar na clandestinidade e a partir dali combater o regime.

Actuando na sombra, levando uma vida silenciosa e correndo inúmeros riscos todos os dias, a sua conduta constituiu um extraordinário exemplo de bravura, de sacrifício e de dedicação a uma causa cívica e política que contribuiu de forma decisiva para a queda de um regime ditatorial e para o advento da Democracia.

Recolhendo testemunhos de vida de mulheres que passaram por experiências tão marcantes,Mulheres da Clandestinidade resgata do silêncio vozes fundamentais de um combate singular e constitui, ao mesmo tempo, um merecido tributo a uma militância norteada por uma abnegação e por uma coragem que continuam a surpreender.

Vanessa de Almeida nasceu em Lisboa. É licenciada em História (variante História da Arte) pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e mestre em Antropologia, na área de especialização em Direitos Humanos e Movimentos Sociais, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Autora de dois livros e com colaboração em várias obras colectivas, tem como temáticas de interesse os movimentos sociais, a clandestinidade política, o género e os usos da memória. É investigadora do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas.

Nota de Imprensa da Parsifal.

 

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