Publicado em Outubro de 2015, pela Dom Quixote, o romance Astronomia, de Mário Cláudio, acaba de ser anunciado vencedor do XXII Grande Prémio de Literatura dst, galardão instituído em 1995, e que anualmente, alternando entre Prosa e Poesia, distingue o que de melhor se produz ao nível da literatura portuguesa.

O júri, composto Vítor Aguiar e SilvaJosé Manuel Mendes e Carlos Mendes de Sousa, não hesitou e premiou, por unanimidade, a obra de Mário Cláudio por nela verificar uma “invulgar qualidade narrativa”, onde impera a harmonia “num tecido em que os tempos se estabelecem, dialogam e reconstituem”.

Astronomia, recorde-se, é o livro que nos relata, num registo autobiográfico, as diferentes fases da vida do autor – infância, maturidade e velhice – que espelha uma visão fantasiosa de Mário Cláudio sobre o seu percurso.

Mário Cláudio sucede assim a Manuel Alegre, que no ano passado venceu este mesmo prémio, na categoria de Poesia, com o livro Bairro Ocidental.

A cerimónia de entrega do Prémio dst está marcada para o próximo dia 30 de Junho, no Theatro Circo, no decorrer da Feira do Livro de Braga.

Mário Cláudio nasceu no Porto. Ficcionista, poeta, dramaturgo e ensaísta, é formado em Direito pela Universidade de Coimbra, diplomado com o Curso de Bibliotecário-Arquivista, da Faculdade de Letras da mesma Universidade, e Master os Arts em Biblioteconomia e Ciências Documentais, pela Universidade de Londres.

É autor de uma vasta e multifacetada obra que abarca a ficção, a crónica, a poesia, a dramaturgia e o ensaio e se encontra traduzida em várias línguas. Foi galardoado com, entre outros, o Grande Prémio de Romance e Novela da APE-DGLAB, por duas vezes, o Prémio PEN Clube, o Prémio Eça de Queiroz, o Prémio Vergílio Ferreira, o Prémio Fernando Namora e o Prémio Pessoa, sendo igualmente titular de várias condecorações nacionais e estrangeiras.

De Mário Cláudio, publicou a Dom Quixote, já este ano, o romance Os Naufrágios de Camões e, mais recentemente, a reedição de Peregrinação de Barnabé das Índias.

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