Militante comunista, Miguel Domingos era um operário vidreiro revoltado pela miséria que o rodeava. Após participar na revolta da Marinha Grande, fugiu para a União Soviética, onde estudou na Escola Leninista. No regresso, lutou em Espanha, foi preso e enviado para um campo de concentração.

 

No final de 1944 regressou a Portugal e passou a integrar a direcção comunista, na qual se manteve até ser afastado, com problemas de saúde e a suspeita de ter denunciado as casas clandestinas mais importantes do partido, levando à prisão de alguns dos mais célebres dirigentes. Em 1951, o seu corpo seria encontrado morto. A quem interessava a sua morte?

Suportada em documentos dos arquivos da Polícia Judiciária até agora inéditos, esta obra reconstrói a investigação feita pela PIDE, a sociedade da época e a luta travada clandestinamente contra um regime implacável.

Com uma história que prende o leitor desde a primeira página, Na Vertigem da Traição é ainda o retrato das contradições do ser humano, com as suas fraquezas e virtudes, amores e desamores, frustrações e anseios, e a confirmação de Carlos Ademar como um mestre do romance histórico.

 

Carlos Ademar nasceu em Vinhais, em 1960. É mestre em História Contemporânea, professor da Escola da Polícia Judiciária e colaborou na formação de órgãos de investigação dos PALOP. É fundador da Revista de Investigação Criminal.

Como investigador, é autor da obra Vítor Alves – O Homem, o Militar, o Político e, com Ana Aranha, de No Limite da Dor. É ainda autor, entre outros, dos romances O Chalet das CotoviasO Homem da CarbonáriaEstranha Forma de Vida e Memórias de Um Assassino Romântico.

Nota de Imprensa da Parsifal

a minha leitura

 

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