Os primos Sãozinha e Emílio Vilarreal são emigrantes com estudos superiores e de uma família burguesa da zona de Cascais. As razões que os levaram a emigrar para França não foram apenas económicas, mas outras mais profundas e sociais, como a necessidade de realização pessoal e de se libertarem de um mundo fechado com códigos a cheirar a bolor. Assim, a mala de cartão, símbolo da emigração nos anos de 1960 e 1970, dá lugar à mala made in China nitidamente mais leve e sempre pronta para viajar.

 

A diversidade de nacionalidades dos inquilinos do n.º 7 da Rua Antoine Vollon dá um ar cosmopolita ao prédio. Há um russo, um árabe, uma japonesa, três cabo-verdianos, franceses e, obviamente, alguns portugueses, como Emílio, Sãozinha, o Tó-Zé garagista e o senhor Joaquim, comerciante, mais a sua Dalida.

Aurora, a porteira portuguesa do prédio, sempre de colar de pérolas e chinelo brilhante no pé, assume o papel maternal e torna-se no centro das relações entre os inquilinos.

Nota de Imprensa da Oficina do Livro.

 

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