O Castelo dos Destinos CruzadosO Castelo dos Destinos Cruzados, que Italo Calvino considerava um dos seus melhores livros, e também o mais fantástico, apresenta um complexo processo de elaboração através de métodos combinatórios. As duas narrativas que o compõem foram construídas a partir do mesmo desafio formal: as interpretações possíveis de dois diferentes baralhos de tarot – o Visconti-Sforza, para O Castelo dos Destinos Cruzados, com as suas delicadas iluminuras, que refletem o refinamento renascentista, e, para A Taberna dos Destinos Cruzados, o de Marselha, de traços mais toscos e que evoca uma linguagem mais popular.

 

Em cada uma das narrativas, um grupo de viajantes procura refúgio para pernoitar. Inexplicavelmente, todos eles perderam a fala e contam as suas histórias utilizando cartas de tarot em vez de palavras. O narrador interpreta as cartas para o leitor, mas uma vez que as cartas de tarot estão sujeitas a múltiplas interpretações, as histórias que o narrador oferece não são necessariamente aquelas que as mudas personagens pretendiam contar.

Nota de Imprensa da D. Quixote.

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