A Casa das Tias | Cristina Almeida Serôdio

Uma casa, uma visita guiada e as memórias que se desprendem dos espaços, como espectros errantes de quem os habitou. A recreação da vida de uma família, registada em contos, como quem folheia um álbum de fotografias. M. discorda do que conto. A herdeira da casa das tias solteironas e que serve de anfitriã, vai pontuando com os seus apartes o desenrolar das histórias. Fomos em vida o que sobrevive na memória dos outros, e nessa voz que nos recorda, existe muito de verdade. E se o narrador decidir recrear-nos é porque existe sempre uma versão de nós que nos escapou. Uma prima? De quem? Pergunta M. em relação a uma Maria Isabel verosímil, mas inventada.

 

São histórias cheias de gente e da dimensão do seu mundo, numa escrita segura e lenta, que respira bem nesse ambiente.

aqui estão, como os minúsculos vidros de uma bola de espelhos, os quadros de uma história que teci.

sobre o livro

 

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