A rentrée foi marcada pela divulgação de mais de 80 livros revela ainda a presença de Dan Brown e António Damásio em Lisboa para apresentações dos novos livros.

O Grupo BertrandCírculo, composto pela Bertrand, Quetzal Editores, Temas e Debates, Círculo de Leitores, Contraponto, Pergaminho, ArtePlural, GestãoPlus e 11×17, apresenta os livros com publicação prevista até ao final do ano. O Grupo inclui ainda na agenda a vinda de autores a Portugal: Dan Brown, António Damásio, Pedro Siqueira e Ivan Jablonka estarão em Lisboa para a promoção dos seus livros.

Na ficção, em setembro a Bertrand Editora publica «Nada», de Janne Teller, publicado em mais de 30 países e inicialmente proibido na Dinamarca, país no qual hoje é de leitura obrigatória. Por muitos considerado um clássico contemporâneo, comparado ao «Deus das Moscas», não só foi vencedor de inúmeros prémios internacionais, como inspirou várias adaptações ao teatro e ópera. «Nenhuma Verdade se Escreve no Singular» é o romance de estreia de Cláudia Cruz Santos. Acompanhando uma relação tocante entre uma juíza e a criança que esta acolhe, este livro confere uma perspetiva multifacetada sobre o passar do tempo e o confronto com as expectativas frustradas. Fruto da larga experiência da autora na área da justiça, o livro expõe um retrato vívido dos tribunais, com personagens complexas, cenários incertos, e uma figura central aparentemente decidida e emancipada mas simultaneamente hesitante e carente. No mês seguinte, será publicado um dos livros mais esperados do ano: «Origem», de Dan Brown, chegará às livrarias em português a 4 de outubro, e está já em pré-venda. O novo romance espantosamente inventivo do autor de thrillers mais popular do mundo acompanha Robert Langdon numa viagem emocionante e viciante pela arte moderna e símbolos enigmáticos em busca da verdade, em várias cidades espanholas. O autor apresentará o seu livro em Lisboa, na tarde de 15 de outubro, no Centro Cultural de Belém. Neste mês, chegará às livrarias o novo volume das Crónicas dos Clifton, de Jeffrey Archer, «Chegada a Hora». Em novembro, a Bertrand Editora lança «Despertar», que servirá de base para uma tertúlia a 9 de novembro, na FNAC Colombo, sobre o universo de Stephen King. Também os mais novos poderão encontrar várias novidades nas livrarias portuguesas: A coleção Toca, Criança – para bebés regressa com mais dois volumes, «As Cores» e «As Formas», como um meio divertido e estimulante para ajudar pais e bebés nos primeiros passos da aprendizagem. Também em setembro será publicado o livro mais aclamado do autor norte-americano Jack London. «O Apelo Selvagem» é uma referência da literatura juvenil, inserindo-se esta nova edição numa coleção de clássicos imperdíveis. Com um protagonista improvável, um possante e destemido cão, revela-se uma grande história de aventuras que nos dá a conhecer uma época dura na história da América do Norte. Jodi Picoult terá um novo romance. A autora nº1 do New York Times lança, com a sua filha, Samantha van Leer. «Saído de um Conto de Fadas», a sequela de «Entre as Linhas», é uma história juvenil que encantará leitores de todas as idades.
Relativamente a livros de não-ficção, a Bertrand Editora inicia a rentrée com Joseph E. Stiglitz, Prémio Nobel de Economia. «A Economia Mais Forte do Mundo», um livro inspirado pela crise de 2007/2008 e que propõe um plano para revitalizar a economia americana e promover a prosperidade global. Ainda em setembro chegará às livrarias «Laëtitia – Ou o Fim dos Homens», de Ivan Jablonka, um livro que encerra diversos registos e géneros – literatura, atualidade, investigação, história, sociologia e política – e que conta a história de Laëtitia, uma rapariga raptada, violada e assassinada em 2011 em França. Vencedor e finalista de vários prémios internacionais, este livro será promovido em Lisboa pelo autor nos dias 21 e 22 de novembro. «Portugal Visto pela CIA», da autoria de Luís Naves e com recolha de documentos por Eric Frattini, faz uma análise aos acontecimentos mais marcantes da História de Portugal no século XX, com linhas de interpretação que permitem entender as teias das relações internacionais que se forjaram entre Portugal e os Estados Unidos da América. O livro será lançado em Lisboa, na FNAC Chiado, a 14 de setembro, às 18:30. Em outubro, a Bertrand Editora lança «Creta 1941», de Antony Beevor, livro que se foca na batalha por Creta e na resistência grega que depois se formou durante a Segunda Guerra Mundial, numa narração detalhada, envolvente e cuidada deste episódio singular do conflito. «Sombras – A Desordem Financeira na Era da Globalização» é o mais recente livro de Francisco Louçã, em coautoria com Michael Ash, professor de Economia e Política Pública norte-americano. Os autores analisam o estado atual da economia global e embrenham-se nos meandros da banca-sombra para explicar os desafios que enfrentaremos no futuro. Já em novembro, Mário Augusto levará novamente os leitores numa viagem ao passado com os novos apontamentos da «Sebenta do Tempo», no livro «Caderno Diário da Memória». Neste mês, Sílvia Oliveira lança «De Que Cor é o Medo – A biografia de Paulo Teixeira Pinto», um livro sobre a vida pessoal e profissional do ex-Presidente do BCP. Será também publicado «Da Lusitânia a Portugal: Dois mil anos de história», livro em que o Professor Diogo Freitas do Amaral nos oferece uma perspetiva sobre as dez fases da constituição da nação portuguesa naquela que é uma história acessível e rigorosamente documentada de Portugal, de Viriato aos dias de hoje; e «Lápides Partidas», de Aquilino Ribeiro, romance de inspiração autobiográfica passado durante os tempos conturbados que antecederam o regicídio e a instauração da República, continua a saga de Libório Barradas iniciada n’«A Via Sinuosa».

«Os Corpos», de Rodrigo Magalhães, é o primeiro livro a ser publicado pela Quetzal na rentrée. Partindo de uma história manifestamente inspirada no caso Tamam Shud, Rodrigo Magalhães desdobra-a, multiplicando-a por tantas quantas as perspetivas dos protagonistas, das testemunhas, das figuras secundárias, dos figurantes. O resultado é um objeto literário misterioso, inquietante, de uma imensa originalidade, e em que ressoam ecos de Buzatti ou Bolaño. «O Pequeno Caminho das Grandes Perguntas», de José Tolentino Mendonça, será publicado em setembro e tem já lançamentos previstos para Funchal, Lisboa e Porto. Na senda daquilo a que já habituou o leitor em obras anteriores, tanto de reflexão teológica e filosófica como de poesia, José Tolentino Mendonça abre as páginas de um livro singular e corajoso: o das perguntas sobre a nossa vida. No final de setembro, será publicado o muito esperado «O Caminho Imperfeito», de José Luís Peixoto. Entre Banguecoque e Las Vegas, o autor regressa à não-ficção com um livro surpreendente, repleto de camadas, de relações imprevistas, transitando do relato mais íntimo às descrições mais remotas e exuberantes. «O Caminho Imperfeito» é, em si próprio, a longa viagem a uma Tailândia para lá dos lugares-comuns do turismo, explorando aspetos menos conhecidos da sua cultura, sociedade, história, religiosidade, entre muitos outros. Em outubro, chegará pela Quetzal um impressionante relato pessoal, em vinte e três cartas, que nos faz pensar em Dickens transposto para o século XX. «O Livro de Emma Reyes – Memória por Correspondência», de Emma Reyes, relata as memórias da duríssima infância – de abandono e exploração – da pintora colombiana Emma Reyes. É também uma história de superação de inimagináveis circunstâncias por parte de uma mulher conduzida pela sua vontade férrea de liberdade. Neste mês, será publicado o terceiro volume da Bíblia, na tradução de Frederico Lourenço. «Bíblia Volume III – Antigo Testamento: Os Livros Proféticos», é a continuação do trabalho ímpar do helenista e académico, Prémio Pessoa 2016. Além de se tratar de uma nova e mais rigorosa tradução, sem juízos ou inferências de cariz religioso – em algumas passagens, sublinham-se mesmo as diferenças em relação às edições correntes –, Frederico Lourenço eleva o texto bíblico a uma condição literária, incluindo notas que esclarecem e contextualizam o texto original, enriquecendo a nossa leitura. Na segunda quinzena de outubro destaca-se «Silêncio na Era do Ruído», de Erling Kagge, no qual, em 33 tentativas de resposta, o autor oscila entre o meditativo e o prático, num livro pessoal e cheio de donaire. Retirando inspiração de personalidades famosas, como Séneca, Kierkegaard e Rihanna, o explorador, que passou cinquenta dias a andar na Antártida com apenas um rádio avariado por companhia, desconstrói a nossa constante necessidade de ocupação. Chegará às livrarias a «Detetives Selvagens», uma narrativa trepidante de Roberto Bolaño. Esta nova tradução da obra-prima que o autor chileno publicou em vida revela-nos fielmente a essência da sua escrita. Vasco Graça Moura traduz «Sonetos de Petrarca», a uma referência fundamental na literatura ocidental. Neste livro, traduzido por Vasco Graça Moura, podemos ver o que é fundador e o que de mais original existe na poesia deste autor — referência e modelo para escritores como Dante, Camões, Sá de Miranda, Bocage e Baudelaire. Na rentrée, a Quetzal prossegue as belíssimas reedições dos romances de José Eduardo Agualusa, podendo os leitores contar com mais quatro títulos da bibliografia do autor, cada vez mais relevante, principalmente após a recente eleição em Angola.

Nota de Imprensa da Bertrand Círculo.