Gungunhana, do premiado autor moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa, é publicado a 18 de janeiro pela Porto Editora. A obra integra Ualalapi, romance de estreia do autor que o inscreveu no cânone literário africano, e ainda As Mulheres do Imperador, um relato inédito do regresso das mulheres do imperador, que lhe sobreviveram, a Moçambique, em 1911.

A vida de Gungunhana, último imperador de Gaza e figura marcante e polémica da História da colonização portuguesa, é descrita pelo autor desde a sua subida ao poder até ao exílio nos Açores. Numa atmosfera de guerra, violência e massacre, é-nos revelado um rei violento e autoritário, e somos apresentados às tradições e rituais da tribo nguni, dos mais quotidianos aos mais extravagantes.

Ungulani B Ka KhosaUngulani Ba Ka Khosa, nome tsonga (grupo étnico do Sul de Moçambique) de Francisco Esaú Cossa, nasceu a 1 de agosto de 1957, em Inhaminga, província de Sofala. Formado em Direito e em Ensino de História e Geografia, foi cronista em jornais, cofundador da revista literária Charrua e diretor-adjunto do Instituto Nacional de Cinema e Audiovisual de Moçambique.
Exerce atualmente as funções de diretor do Instituto Nacional do Livro e do Disco e é secretário-geral da Associação dos Escritores Moçambicanos. Com a sua obra de estreia, Ualalapi (1987), integra a lista dos cem melhores autores africanos do século XX, vindo a ser desde então largamente premiado. É também autor de Orgia dos Loucos, Histórias de Amor e Espanto, Os Sobreviventes da Noite (Prémio José Craveirinha), Choriro, O Rei Mocho, Entre as Memórias Silenciadas (Prémio BCI para melhor livro do ano) e Cartas de Inhaminga.
Em fevereiro de 2014, em cerimónia ocorrida em Maputo, foi condecorado pelo Presidente da República Portuguesa com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, pelo contributo que tem dado para o enriquecimento das letras moçambicanas e a divulgação de Moçambique e das suas culturas a nível internacional.

Nota de Imprensa da Porto Editora.

a minha recensão

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