É verdade irrefutável que Ngungunhane foi imperador das terras de Gaza na fase última do império. É também verdade que um dos prazeres que cultivou na vida foi a incerteza dos limites reais das terras a seu mando. Do que se duvida é do facto de Ngungunhane, um dia antes da morte, ter chegado à triste conclusão de que as línguas do seu império não criaram, ao longo da sua existência, a palavra “imperador”.

Há quem diga que esta lacuna foi fatal para a sua vida, debilitada pelos longos anos de exílio.

Gungunhana, de Ungulani Ba Ka Khosa, 2017, Porto Editora 2018.

sobre o livro        a minha recensão

2ª citação