Num romance é preciso separar as forças maiores das mais pequenas para gerar envolvimento. A monotonia da infelicidade de uma personagem causa tanto horror como as frases demasiado longas. Por isso, urge inverter o rumo desta narrativa. A maior parte dos meus romances são meras histórias de entretenimento com muitos diálogos e reviravoltas inesperadas, uma receita em que a minha editora tem apostado ao longo dos anos e, segundo ela, de garantido sucesso comercial. Mas não é de todo o caso desta história.

 

Talvez, neste livro, esteja a experimentar uma coisa diferente em relação ao que sempre tenho escrito, procurando um certo equilíbrio entre o que exponho e o que mantenho secreto. Não conseguindo avançar neste dilema, fui até à cozinha fazer um chá.

Ana Cristina Silva pela voz do seu protagonista-narrador, um escritor refletindo sobre a sua escrita.

Salvação, de Ana Crisitina Silva, 2018, Parsifal.

 

citação #1

sobre o livro