Na obra de Vasco Graça Moura, que escreveu vários ensaios sobre a origem deste género musical, há muitas incursões no fado e, inclusive, um livro que lhe é inteiramente dedicado: Letras do fado vulgar.

 

O poeta escreveu alguns fados para as vozes de intérpretes como Mísia, Kátia Guerreiro ou Cristina Branco. A puxar ao sentimento inclui um bom número de fados inéditos de Vasco Graça Moura, marcados pelo seu génio melancólico e pleno de ironia – são poemas maravilhosos que, só por si, constituem uma homenagem ao fado e uma contribuição literária para abrir (ainda mais) as suas portas. Quatro anos depois da morte de Vasco Graça Moura, esta é uma forma de continuar a recordar uma das grandes vozes da poesia e da literatura portuguesas do nosso tempo.

Considerado por muitos como um dos maiores poetas portugueses contemporâneos, se não o maior, Vasco Graça Moura foi autor de uma vastíssima obra poética, ensaística e ficcional, e um nobilíssimo tradutor e divulgador das literaturas clássicas. Recebeu o Prémio Pessoa (1995), o Prémio de Poesia do Pen Clube (1993), o Grande Prémio de Poesia da APE (1998) e o Grande Prémio de Romance e Novela APE/IPLB (2004). Em 2007, foi galardoado com o Prémio Vergílio Ferreira e com o Prémio de Poesia Max Jacob Étranger.

Nota de Imprensa da Quetzal.