Cinquenta e cinco anos depois da morte de Aquilino Ribeiro, a Bertrand reedita O Homem Que Matou o Diabo, aquele que é considerado o seu romance negro, num retrato cru que não ignora a situação política e social que se vivia em Portugal em 1930, no rescaldo da Implantação da República e da Primeira Guerra Mundial, numa altura em que imperava em Portugal um sistema totalitário.

 

Esta reedição conta com prefácio de Serafina Martins e chega às livrarias a 19 de outubro. A sessão de lançamento decorre a 20 de outubro, pelas 16:00, na Escola Secundária Alves Martins (Antigo Liceu de Viseu), com apresentação de Adelino Pinto, António Manuel Ferreira e Serafina Martins (convite em anexo).
O Homem Que Matou o Diabo recria uma viagem repleta de peripécias, como só Aquilino Ribeiro, força telúrica posta ao serviço da literatura, poderia escrever. Numa visita fortuita à Serra, em busca de inspiração, Macário conhece Máxima, atriz, que o encanta e o desafia a visitá-la em Paris para esculpir o seu busto.
Para surpresa de Máxima, Macário consegue atravessar a fronteira e chegar a França, deixando para trás, em Portugal, Isabel, mulher casada e, quiçá, uma promessa de amor futuro. A viagem é repleta de peripécias, uma verdadeira aguarela das relações entre Portugal e Espanha. Macário surpreende Máxima com a sua chegada e esta fica inicialmente sensibilizada e envaidecida com o aparecimento do pretendente português. Contudo, cedo perde a paciência para com Macário, cuja paixão se torna tormento.
Ainda sobre o escritor, a Bertrand Editora e a Fundação Centro Cultural de Belém convidam para o Dia Literário Aquilino Ribeiro, a propósito da reedição de O Malhadinhas, que decorrerá a 27 de outubro, às 15:00, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Usarão da palavra Henrique Monteiro, Paulo Neto e Eugénia Pereira.

Aquilino Ribeiro nasceu na Beira Alta, concelho de Sernancelhe, no ano de 1885, e morreu em Lisboa em 1963.
Deixou uma vasta obra em que cultivou todos os géneros literários, partilhando com Fernando Pessoa, no dizer de Óscar Lopes, o primado das Letras portuguesas do século XX. Foi sócio de número da Academia das Ciências e, após o 25 de Abril, reintegrado, a título póstumo, na Biblioteca Nacional, condecorado com a Ordem da Liberdade e homenageado, aquando do seu centenário, pelo Ministério da Cultura.
Em Setembro de 2007, por votação unânime da Assembleia da República, o seu corpo foi depositado no Panteão Nacional.

Nota de Imprensa Bertrand Editora.