São frequentemente referidas três vertentes na poesia de Manuel Alegre: a lírica; a elegíaca e a épica. Este volume mostra que o soneto repousa inequivocamente na forma lírica, que tendo as suas raízes na poesia popular foi evoluindo até à superior arte de Dante e Petrarca.

 

É ainda de sublinhar que esse veio popular também ressuma na poesia de Manuel Alegre, revestido porém de uma melodia que se aparta da original, sobrepujada pelos ritmos e cadência inconfundíveis do autor de Praça da Canção.

Porventura terá esta colecção de sonetos o que na obra poética de Manuel Alegre melhor o define como um poeta clássico aberto à modernidade.

Nota de Imprensa da Dom Quixote.