Passaram 26 anos desde a primeira edição de Visitas ao Poder, o livro que Maria Filomena Mónica se propôs escrever em inícios nos anos 90, e que conhece agora a sua quarta edição, revista e aumentada. «Este livro nasceu do sentimento de que, no contrato que estabelecemos com o Estado, somos nós, cidadãos, quem geralmente perde», explica a autora.
«Desde o momento em que escrevi este livro verificaram-se, na sociedade, na política e nas instituições, mudanças profundas, o que não impede que muitas das características que pude observar em 1991 e 1992, aquando as minhas “visitas” ao Tribunal da Boa-Hora, ao parlamento, à Câmara Municipal de Lisboa, ao “chefe” e à Igreja, permaneçam atuais», explica Maria Filomena Mónica, no prefácio a esta nova edição. «Não é fácil afirmar se estamos melhor ou pior do que em 1993, quando publiquei o livro».

Nestas páginas, Maria Filomena Mónica visita os lugares do poder, onde ele se exerce ou exibe, como uma repórter, captando as palavras dos políticos e dos burocratas, mas também o de pessoas comuns que enfrentam o poder demolidor do Estado e das instituições que deviam servir os cidadãos e que, pelo contrário, são monstros inamovíveis. A reedição deste livro prova a sua imensa atualidade.

Maria Filomena Mónica nasceu em Lisboa, em 1943. É licenciada em Filosofia pela Universidade de Lisboa (1969) e doutorada em sociologia por Oxford (1978). Investigadora emérita do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, cronista e repórter na imprensa, coautora de séries para a televisão, Maria Filomena Mónica escreveu uma longa lista
de livros, entre os quais se contam Educação e Sociedade no Portugal de Salazar (1978), sua tese de doutoramento; Vida Moderna (1997); Os Filhos de Rousseau (1997); Fontes Pereira de Melo (1999); O Filho da Rainha Gorda (2004); Bilhete de Identidade (2005); Cesário Verde (2007); Eça de Queirós (2009); Os Pobres (2016); e Os Ricos (2018).

Nota de Imprensa da Quetzal.