Na capital francesa, vivem-se tempos de profundas transformações, com a abertura dos grandes bulevares e o despertar de uma nova corrente artísti­ca, o Impressionismo, que irá alterar o olhar dos indivíduos sobre a arte e o mundo.

Mas que história de amor à distância poderão experimentar o prota­gonista deste romance – um diletante chamado Gustave Caillebotte, amigo e mecenas de pintores como Monet e Renoir e, afinal, ele próprio um artista de primeira linha – e a sua Autora, que há anos persegue a história deste milio­nário triste e decide agora escrever sobre ela? E que papel desempenha nessa relação a enigmática Helena, uma professora de história da arte que parece saber tudo sobre Caillebotte?

Combinando o impulso histórico com a tentação do fantástico, Isabel Rio Novo – duas vezes finalista do Prémio LeYa – oferece-nos com Rua de Paris em Dia de Chuva uma peça literária fascinante acerca do poder da arte, que a confirma como uma das vozes mais relevantes da ficção portuguesa contemporânea.

Nota de Imprensa da Dom Quixote.