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Ana Cristina Silva

Ana Cristina Silva em entrevista

Uma imagem pode despertar uma emoção, mas não é a realidade em si, é a forma como eu vejo a realidade.
Em conversa com Ana Cristina Silva, explorando o processo criativo nas suas obras. Continue reading “Ana Cristina Silva em entrevista”

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A Mulher Transparente

conv_mulherNo dia 7 de Dezembro às 18 horas vai ser apresentado na Assembleia da República o livro A mulher Transparente. A apresentação estará a cargo da Secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Catarina Marcelino, o deputado Paulo Pisco e a escritora e jornalista Carla Maia de Almeida. Os direitos de autor da venda do livro revertem para a APAV.

A Noite não é Eterna, de Ana Cristina Silva

A Noite não é EternaA Noite não é Eterna by Ana Cristina Silva

A ação deste romance decorre numa Roménia dominada por Ceausescu. Uma ditadura que abusa do poder policial de forma arbitrária, a fim de dominar os cidadãos pelo medo, forçá-los a um permanente estado de autovigilância, a abster-se de pensar, desconfiados das palavras que lhes habitam as ideias.
Quem falasse com imprudência arriscava a cair em desgraça, arrastando a família consigo.
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A mulher Transparente

amulhertransp_convNo dia 7 de Dezembro às 18 horas vai ser apresentado na Assembleia da República o livro A mulher Transparente. A apresentação estará a cargo da Secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Catarina Marcelino, o deputado Paulo Pisco e a escritora e jornalista Carla Maia de Almeida. Os direitos de autor da venda do livro revertem para a APAV.

A Segunda Morte de Anna Karénina, de Ana Cristina Silva

A Segunda Morte de Anna KaréninaA Segunda Morte de Anna Karénina by Ana Cristina Silva

Do fundo das trincheiras erguemos o olhar quando escutamos palmas. São elas que nos devolvem a consciência de estarmos em cena, de que toda a nossa vida não passou de uma representação, uma peça gasta e encenada tantas vezes que se esgotou na solidão de já não termos mais ninguém a assistir.

O teatro enche a nossa vida de todas as falas, até que a própria vida se transforma nisso: palavras ditas que não nos pertencem, que são as que os outros esperam ouvir. Transformamo-nos então naquilo que os outros veem. Os segredos que escondemos estão protegidos. Rodrigo partiu para a guerra, a Grande Guerra, para fugir de um amor que lhe podia ser motivo de escândalo. Nas trincheiras de França tinha o céu como único horizonte e foi a partir daí que escreveu as cartas ao amor da sua vida, aquele que abandonou sem se despedir.

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Sobre a escrita de Ana Cristina Silva

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Ana Cristina Silva, nos seus dois mais recentes romances, brinda-nos com um interessante confronto entre duas personalidades masculinas. Em ambos os livros, esse confronto desenrola-se ao nível do pensamento, em diálogo omitido, mas não menos doloroso se tivesse lugar ao nível físico, de corpo contra corpo.

N’ O Rei do Monte Brasil, Gungunhana revive a sua ascensão e glória, até à queda em desgraça, aprisionado às mãos de Mouzinho Albuquerque. O rei africano acaba por desfilar na Praça do Comércio como um troféu, uma curiosidade exótica. Gungunhana dedicou também muito das suas reflexões ao arqui-inimigo, Mouzinho. Quando soube da sua morte, escreve-lhe em pensamento, uma carta póstuma. Muito do que nos é revelado sobre a personalidade do militar português assentará nessas palavras. É através de Gungunhana que entramos num mundo interior bastante rico e na exposição desassombrada de si próprio. O régulo traz no olhar e na alma as imensidões das planícies africanas. No seu último momento, prisioneiro que era, será com esse olhar que se despede do mundo. Mouzinho é um homem reprimido pela sua educação e sentido de honra. Será dos dois, o que vive mais aprisionado. É um militar ao serviço de um rei e de um império; do conceito de um império que se perdeu nas intrigas e movimentações da corte.

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O Rei do Monte Brasil

O Rei do Monte BrasilO Rei do Monte Brasil by Ana Cristina Silva

“Hoje foi um dia excepcionalmente positivo porque soube que estás morto”. (Gungunhana quando soube da morte de Mouzinho de Albuquerque).

Este é um livro sobre dois homens caídos em desgraça. Dois homens que sofreram uma derrota pela posse de uma mesma terra, embora um deles tenha saído vencedor sobre o outro.

Mouzinho, pela razão do Império e gozando da proteção do Deus Cristão subjuga, ao serviço do rei, as tribos rebeldes aprisionando o régulo Gungunhana (mesmo contra ordens superiores). Nunca hesita no uso do chicote ou no fogo das suas armas. Para ele tudo assume um carácter defensivo face à legitimidade de se encontrar ao serviço do rei e do império.

No dia em que desembarca com Gungunhana na Praça do Comércio, não é só o régulo Moçambicano que se encontra perdido, também Mouzinho o seguirá na sua sorte. Incompatibilizando-se com os burocratas que desde Lisboa pretendem regular um mundo exótico, Mouzinho demite-se do cargo de governador de Moçambique. O rei concede-lhe o inócuo cargo de preceptor do príncipe herdeiro, honra que não pode recusar. Mouzinho, acompanha assim Gungunhana no seu exílio. Também ele é desterrado para fora de Moçambique.

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