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António Tavares

Todos os Dias Morrem Deuses | António Tavares

Todos os Dias Morrem Deuses | António Tavares.

Em plena guerra fria, Portugal vive no remanso de uma vida habitual assegurada pelo Estado Novo, protegido por costumes conservadores e uma atávica rejeição à novidade. A censura preserva os portugueses de sobressaltos nacionais. Perseguições, assassinatos, conspirações, purgas, espiões que revelam segredos de Estado são acontecimentos de um mundo distante, acontecem lá muito longe. Essa longínqua realidade confunde-se com a ficção, apela à imaginação para ser entendida e coloca um sério desafio a quem pretende escrever sobre ela. Continue reading “Todos os Dias Morrem Deuses | António Tavares”

” António Tavares

Ela punha os lençóis a secar e apeteceu-me, de repente, escrever sobre isso, sobre este quadro tão natural quanto belo, e com ele encher uma página de jornal, duas, três, com uma manchete exuberante: Rapariga põe lençóis a secar! Assim, com uma exclamação final, a admiração e a surpresa talhadas no papel como uma escultura na pedra, a encher as ruas, os escaparates, a voz dos ardinas, as conversas das gentes: e o acontecimento era este e resumia-se à sua simplicidade; não era uma guerra, um desastre, uma catástrofe, uma morte, uma condenação, uma panegírico, era só isto mesmo: lençóis brancos adejando ao vento da tarde.

Todos os Dias Morrem Deuses, de António Tavares, 2017, D. Quixote.

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Prémio LeYa – António Tavares

Sessão de apresentação do novo romance de António Tavares, Todos os Dias Morrem Deuses, sexta-feira, dia 21, às 18h30, na Assembleia Figueirense (Figueira da Foz).

Sobre o livro

Todos os Dias Morrem Deuses

1953. Este é um ano rico em acontecimentos: Eisenhower é eleito Presidente dos EUA, Churchill ganha o Prémio Nobel da Literatura, os Rosenberg são acusados de espionagem e executados, Tito torna-se o timoneiro da Jugoslávia… E, porém, os factos que atraem o protagonista deste romance – um jovem jornalista sem dinheiro que deambula por uma Lisboa Continue reading “Todos os Dias Morrem Deuses”

O Coro dos Defuntos, de António Tavares

O Coro dos DefuntosO Coro dos Defuntos by António Tavares

Diz ela, assim abre o narrador como o se as pessoas não fossem dadas a falar da vida dos outros e apenas um rumor anónimo perturbasse o remanso da privacidade de cada um. Aquele dizer, acarreta sempre um lado anónimo, uma desculpa que não magoa. Diz ela e segue-se uma ladainha que se desfaz num rosário de penas. Os que nasceram para obedecer não conhecem outra vida que não seja trabalhar, sofrer e confessar os seus pecados ao senhor prior; que mesmo quem não chega a ter uma vida, tem sempre muitos pecados a confessar.

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