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Licínia Quitério

Disco Rígido, Licínia Quitério

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Um livro de prosas por Licínia Quitério. Uma coletânea de contos sobre gente comum dos nossos dias, gente de funerais breves e sonhos ainda mais leves. Relato de locais ou de pequenas atitudes, como as das crianças que se sentam no chão, que se tocam apenas para lutar e um dia irão descobrir que o abraço magoa. A luta não.

Quando abandona o narrador omnisciente e abraça a narrativa mais curta, algumas delas já nossas conhecidas do facebook, a escrita de Licínia Quitério assume a sua máxima expressão literária. É um narrador que acompanha com o olhar, que lê, intui e sobre o que vê constrói uma história. Um breve registo da vida de alguém. Ficcionado, pois quem assim fala não está na posse da verdade. Este narrador-observador é desdobrado, por vezes, numa personagem que assiste e, fascinada, preenche o seu relato de autenticidade. Descreve o que vai observando, sem se prender na ação, o seu olhar desliza, não participa, é ele o foco da narrativa, aquele que lhe confere o conflito, o vórtice rodopiante da própria ação.

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Os Sítios

Os Sítios de Licínia Quitério

“Terra e mar são sítios que dizemos.
Outros há sem nome e sem morada – desertos”

Começa assim o livro de Licínia Quitério, um livro de sítios, de todo os sítios, dos que se alcançam pelo trabalho da palavra. Em cada poema existe uma “paisagem absurda” e nessa paisagem se inscrevem palavras; não nomeiam, não descrevem, são palavras obreiras de outras realidades. E a realidade de hoje corresponde aos “dias do cerco”, à “pele atormentada do pântano”, onde a voz do poeta se destaca como construtor da nova metrópole, a que se avizinha, procurando ir sempre “Mais alto, que a terra é pouca e o céu é vasto”.

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