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Lídia Jorge

Estuário | Lídia Jorge

Estuário | Lídia Jorge.

Numa geografia incerta, que se depreende ser a de Lisboa (apesar dos nomes com toque sul-americano) e num tempo impreciso, que se percebe ser o nosso, decorre a saga da família Galeano. Uma família em perda, desestruturando-se, empobrecendo. Uma vez pobres, veem-se obrigados a partilhar a mesma casa, disputando entre si as melhores divisões. Continue reading “Estuário | Lídia Jorge”

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” Lídia Jorge

Que não são necessários mais livros é o que pensam os crentes que só lêem um, que já existe, e que não querem tomar conhecimento de mais nenhum outro, com receio da dúvida. Pobres deles, protegidos pela certeza definitiva. Continue reading “” Lídia Jorge”

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Estuário | lançamento

Sessão de apresentação do novo romance de Lídia Jorge, Estuário, terça-feira, 22, às 18h30, na Livraria Leya na Buchholz. Apresentação do escritor Almeida Faria. Continue reading “Estuário | lançamento”

Estuário | Lídia Jorge

Edmundo Galeano andou pelo mundo, esteve numa missão humanitária e regressou à casa do pai sem parte da mão direita. Regressou com uma experiência para contar e uma recomendação a fazer por escrito, e na elaboração desse testemunho passou a ocupar por completo os seus dias. Continue reading “Estuário | Lídia Jorge”

” Lídia Jorge

Vá lá e traga alguma coisa boa, alguma coisa limpa, uma narrativa luminosa na qual uma pessoa se reveja. Eles andam por aí a dizer o contrário, mas olhe que mais importante do que a verdade é a beleza. A beleza é o grau mais elevado da verdade. Não se esqueça.

Os Memoráveis, de Lídia Jorge.

O Amor em Lobito Bay, de Lídia Jorge

O Amor em Lobito BayO Amor em Lobito Bay by Lídia Jorge

…mas eu tenho uma coisa má para contar.

A autora reuniu o material para estes contos a partir da distância que o tempo confere às nossas vivências e encontrou algo para nos contar e nem sempre coisas boas. São momentos, em que ficamos entregues Continue reading “O Amor em Lobito Bay, de Lídia Jorge”

Os Memoráveis, de Lídia Jorge

Os MemoráveisOs Memoráveis by Lídia Jorge

Dois homens falam entre si. Falam em inglês e, ocasionalmente, mencionam uma mulher como se ela estivesse ausente. O mais velho, o antigo embaixador, convida a portuguesa a juntar-se-lhes, pretende lançar um desafio: recolher o resto da metralha entalada entre as pedras da calçada portuguesa. A metralha que se solta em todas as revoluções, mesmo quando feitas por um povo tão sensato como o português. Red carnations recorda, após algum esforço, o nome da flor que enfeitou os canos das armas.

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O Organista, de Lídia Jorge

O OrganistaO Organista by Lídia Jorge

Como a própria definição o diz, o vazio é um lugar onde não existe nada, mas no interior do qual se espera venha a acontecer tudo.

Assim começa o mais recente livro de Lídia Jorge. A expectativa criada ao iniciarmos uma nova leitura também é da mesma natureza. Esperamos que todo um universo se materialize aos nossos olhos de leitor. Mas quando abrimos este livro de fina espessura, nenhuma expectativa lhe fará jus. Ninguém está preparado para a música que se desprende deste órgão.

Está escrito no Génesis que Deus, ao contemplar a obra criada, achou que tudo era belo. Talvez a chave de toda a criação seja essa passagem do caos ao belo, a multiplicação infinita do belo e a música que preenche o vazio de matéria à altura daquilo que era esperado desde o início. Sob esse desígnio, a criação toma o seu lugar, sem pauta ou recurso a outro tipo de memória. No início, o vazio chamou o órgão e, porque os dois juntos não eram nada, chamaram o homem e, porque os três juntos permaneciam incompletos, chamaram a mulher. A música primordial foi a do homem e da mulher.

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Do branco ao negro.

Do Branco ao NegroDo Branco ao Negro by Ana Luísa Amaral

Sobre a colcha branca, o seu corpo não voava, como podia acontecer em literatura: estava só estendido, em dor. E mesmo assim, em dor, dava-se à carícia.
Branco, o conto de Ana Luísa Amaral.

Este belíssimo e pungente conto abre este livro com a cor branca. Todas as demais cores são luz distorcida, sonegada à sua pureza original. O amor vive-se em entrega e não conhece fronteiras entre seres. Uma ilustração de Rita Roquette de Vasconcellos remata com um apontamento gráfico de grande sensibilidades toda a beleza deste conto, captando a tranquilidade de um momento de despedida. A certeza que a vida se aceita como um dom e a saudade dura o tempo exato da memória que se desvanece. O fim também encerra a cor branca.

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