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Lídia Jorge

” Lídia Jorge

Vá lá e traga alguma coisa boa, alguma coisa limpa, uma narrativa luminosa na qual uma pessoa se reveja. Eles andam por aí a dizer o contrário, mas olhe que mais importante do que a verdade é a beleza. A beleza é o grau mais elevado da verdade. Não se esqueça.

Os Memoráveis, de Lídia Jorge.

O Amor em Lobito Bay, de Lídia Jorge

O Amor em Lobito BayO Amor em Lobito Bay by Lídia Jorge

…mas eu tenho uma coisa má para contar.

A autora reuniu o material para estes contos a partir da distância que o tempo confere às nossas vivências e encontrou algo para nos contar e nem sempre coisas boas. São momentos, em que ficamos entregues Continue reading “O Amor em Lobito Bay, de Lídia Jorge”

Os Memoráveis, de Lídia Jorge

Os MemoráveisOs Memoráveis by Lídia Jorge

Dois homens falam entre si. Falam em inglês e, ocasionalmente, mencionam uma mulher como se ela estivesse ausente. O mais velho, o antigo embaixador, convida a portuguesa a juntar-se-lhes, pretende lançar um desafio: recolher o resto da metralha entalada entre as pedras da calçada portuguesa. A metralha que se solta em todas as revoluções, mesmo quando feitas por um povo tão sensato como o português. Red carnations recorda, após algum esforço, o nome da flor que enfeitou os canos das armas.

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O Organista, de Lídia Jorge

O OrganistaO Organista by Lídia Jorge

Como a própria definição o diz, o vazio é um lugar onde não existe nada, mas no interior do qual se espera venha a acontecer tudo.

Assim começa o mais recente livro de Lídia Jorge. A expectativa criada ao iniciarmos uma nova leitura também é da mesma natureza. Esperamos que todo um universo se materialize aos nossos olhos de leitor. Mas quando abrimos este livro de fina espessura, nenhuma expectativa lhe fará jus. Ninguém está preparado para a música que se desprende deste órgão.

Está escrito no Génesis que Deus, ao contemplar a obra criada, achou que tudo era belo. Talvez a chave de toda a criação seja essa passagem do caos ao belo, a multiplicação infinita do belo e a música que preenche o vazio de matéria à altura daquilo que era esperado desde o início. Sob esse desígnio, a criação toma o seu lugar, sem pauta ou recurso a outro tipo de memória. No início, o vazio chamou o órgão e, porque os dois juntos não eram nada, chamaram o homem e, porque os três juntos permaneciam incompletos, chamaram a mulher. A música primordial foi a do homem e da mulher.

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Do branco ao negro.

Do Branco ao NegroDo Branco ao Negro by Ana Luísa Amaral

Sobre a colcha branca, o seu corpo não voava, como podia acontecer em literatura: estava só estendido, em dor. E mesmo assim, em dor, dava-se à carícia.
Branco, o conto de Ana Luísa Amaral.

Este belíssimo e pungente conto abre este livro com a cor branca. Todas as demais cores são luz distorcida, sonegada à sua pureza original. O amor vive-se em entrega e não conhece fronteiras entre seres. Uma ilustração de Rita Roquette de Vasconcellos remata com um apontamento gráfico de grande sensibilidades toda a beleza deste conto, captando a tranquilidade de um momento de despedida. A certeza que a vida se aceita como um dom e a saudade dura o tempo exato da memória que se desvanece. O fim também encerra a cor branca.

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A Noite das Mulheres Cantoras

A Noite das Mulheres CantorasA Noite das Mulheres Cantoras by Lídia Jorge

Este livro começa com uma noite mágica, um reencontro de mulheres que atuaram num grupo musical dos anos 80, as mulheres cantoras. Nessa noite mágica, surge o momento perfeito com o voo de João Lucena em direção a Solange, “lembras-te de mim?”. O livro nasce aqui. Toda a narrativa serve este único propósito, o de explicar a magia desse encontro, todas as emoções, o segredo que começa por se insinuar e termina em traição, a descoberta do amor. O império minuto.

Em cada um de nós existe uma noite especial que não faz parte do dia, que nasce da evocação da nossa vida. É aí que vamos buscar todo o seu sentido, tal como sair dos sonhos significa encontrar tudo no seu lugar.

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