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Mário Cláudio

Peregrinação de Barnabé das Índias | Mário Cláudio

Na escumalha da tripulação da armada que ruma às Índias segue Barnabé, jovem grumete, natural das cercanias de Lamego, e portador de um segredo. Sujeito ao mais bruto serviço, vive, mesmo assim, junto do capitão e de seu irmão Paulo, aventuras inimagináveis para alguém da sua condição: atravessa o mar e os seus mostrengos, as tempestades de fora e as interiores, a euforia de se definir homem, e fragilíssimo como tal.

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XXII Grande Prémio de Literatura dst

Publicado em Outubro de 2015, pela Dom Quixote, o romance Astronomia, de Mário Cláudio, acaba de ser anunciado vencedor do XXII Grande Prémio de Literatura dst, galardão instituído em 1995, e que anualmente, alternando entre Prosa e Poesia, distingue o que de melhor se produz ao nível da literatura portuguesa. Continue reading “XXII Grande Prémio de Literatura dst”

Os Naufrágios de Camões

os-naufragios-de-camoesTimothy Rassmunsen enceta uma correspondência com Mário Cláudio, na qual defende que o autor d’Os Lusíadas não teria sobrevivido ao naufrágio no delta do Mekong, e o capitão da nau onde viajavam, Bartolomeu de Castro, se teria feito passar por ele, dando continuidade à epopeia. Continue reading “Os Naufrágios de Camões”

Retrato de Rapaz, de Mário Cláudio

Retrato de RapazRetrato de Rapaz by Mário Cláudio

Um jovem chega ao atelier de Leonardo da Vinci pela mão do pai que, farto das suas tropelias, o entrega ao mestre para que este faça dele um seu criado. O artista deixa-se seduzir pela beleza e pelo espírito irrequieto do rapaz a quem passa a chamar Salai.

Leonardo, o homem que sabia que tudo esperavam dele, exceptuando o comportamento normal, tem pelo seu discípulo eterno um carinho especial. A inclinação sexual, não sendo iludida, é aqui tratada com uma enorme delicadeza. Mesmo quando Salai é testado, num banquete na casa do comerciante Giacomo Andrea, a escrita mantém a elegância e o seu nível de erudição.

E só nesse instante, esclarecido pela calma com que o outro se abstraía do tempo, e do lugar, o miúdo deduziria que tudo quanto sucedera havia sido previamente combinado entre o artista e o negociante, contado e pesado e medido como no festim de Baltazar.

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