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Nova Teoria do Pecado, de Miguel Real

Nova Teoria do Pecado, de Miguel Real

Neste ensaio sobre o pecado, o autor introduz os conceitos que aplica como ferramentas na construção do seu edifício: Mal, Medo, Excesso de Ser, Perfídia, Mal-Estar… Não hesita em invocar o seu lado de ficcionista para dramatizar alguns episódios, em que a humanidade se viu defrontada nos seus tempos primitivos, facilitando a apreensão desses conceitos, e enriquecendo a escrita com alguns apontamentos poéticos: …quando os olhos sossegados repousam no horizonte ou, fechados, adormecem.

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Nova Teoria do Pecado, de Miguel Real

“O pecado constitui a categoria filosófica e religiosa sobre a qual a Europa cristã assentou as suas constantes culturais e civilizacionais e sobre a qual edificou a base fundamental do Poder, o poder religioso, mas sobretudo o poder político e social.

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Nova Teoria do Sebastianismo, de Miguel Real

Nova Teoria do SebastianismoNova Teoria do Sebastianismo by Miguel Real

…cada português sente-se, em si, incompleto, irrealizado, guardando memória de um inacabamento essencial.

Neste ensaio Miguel Real revisita o mito do sebastianismo desde a sua génese até aos dias de hoje. O que disseram os mais diversos pensadores, filósofos e o sentir do português comum, sustentam o sebastianismo como uma crença mítica. Um discurso alucinatório, nem real, nem ficcional, que, nos dias de hoje, num Portugal humilhado e obrigado uma vez mais a ceder a sua soberania, assume o carácter de refúgio para quem não vê nas suas elites o motor que guinde o país ao nível dos seus parceiros europeus. Nesse aspeto o sebastianismo corresponde a um fortíssimo anseio de justiça e riqueza.

Sentiu (o português) que algo que pertencia a Portugal inteiro como país e nação era usufruído apenas pelas elites ligadas ao Estado e sentiu-se incompleto e irrealizado.

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A Montanha e o Titanic

A Montanha e o TitanicA Montanha e o Titanic by Luísa Franco

A resposta veio no mesmo dia em que soube o resultado do pedido da reforma. De manhã, a reforma. À tarde, a Besta, majestosa, anunciou que iria comer o meu corpo.

Dizem os manuais de escrita criativa que a melhor forma de prender o leitor é começar com uma morte. Neste romance, Luísa Franco serve-nos, logo na frase de abertura, a sua própria morte: Paradoxalmente, se o meu intento for bem sucedido, toda a minha vida se resumirá a uma noite. A noite do dia em que soube que ia morrer.

A autora partilha connosco um conjunto de decisões, fora feliz em vida precisava de o ser na morte. Toma o propósito de escrever a história verídica da sua Avó Álvara que, juntamente com o marido, perecera a bordo do Titanic. Luísa Franco vai buscar as suas forças à Montanha do Pico e à presença tutelar e inspiradora da Avó Álvara. Habituada a uma vida solitária, sem marido, filhos ou namorados, Luísa encontra nos personagens dos romances que lê, toda a companhia de que precisava. Hoje não será diferente. A Avó Álvara, transformada em personagem do seu romance, também estará presente, inspirando-a, zelando juntamente com a Montanha, para que atinja o seu propósito, o de concluir este romance. Não sendo uma pessoa crente, Luísa Franco acredita na força da Montanha, tal como acredita na força do Espírito Santo. A Montanha ajudou-a a nivelar a sua relação com deus. Massa pétrea colossal, nela projectei o meu sentimento de transcendência.

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Mensagem – comentada por Miguel Real

Mensagem de Fernando Pessoa comentada por Miguel RealMensagem de Fernando Pessoa comentada por Miguel Real by Fernando Pessoa

A “Mensagem” é uma obra poética contaminada por um espírito heróico, determinada por um universo semântico de vocábulos de origem sagrada e destinados a exaltar uma pátria decadente.

Fernando Pessoa acreditava que Portugal estava a viver uma suspensão do tempo histórico, ao qual regressaria para cumprir a sua missão de instrumento divino na criação de um V império. Um império que não seria material ou territorial, mas espiritual e que regeria a totalidade da existência humana. As dores do império material, baseado numa errância marítima e guerreira, cederiam lugar ao domínio do espírito sob a força bruta. Nesse passado de domínio guerreiro já existira o propósito de erradicação de toda a guerra.

Fernando Pessoa coloca o acordar de Portugal, não numa data precisa e distante, mas quando Deus assim o entender. Será por esse apelo divino que se cumprirá Portugal. O Encoberto ser-nos-á então enviado.

Este povo, que venceu o medo medieval do mar, vê-se transformado em cadáver adiado que procria. Urge pois: Chamar Aquele que está dormindo / E foi outrora Senhor do Mar.

Miguel Real oferece-nos uma leitura lúcida e inteligente deste belíssimo poema, respeitando-lhe a alma, permitindo ao leitor apreender, em toda a sua extensão, a simbologia e misticismo de que está impregnado. As ilustrações de João Pedro Lam dão ao livro um aspecto menos pesado, fazendo-nos abstrair do lado académico e mais formal desta obra.

Cumpri contra o Destino o meu dever.
Inutilmente? Não, porque o cumpri.

Esta obra integra  Plano Nacional de Leitura para o Ensino Secundário.

Contos Capitais

Contos CapitaisContos Capitais by Varios

Neste livro, como uma página em branco, confiou-se uma cidade a cada escritor. Trinta escritores para trinta contos, para trinta capitais, um mundo de Contos Capitais.

Filipa Vera Jardim reinventou com desassombro o mito do estripador de Londres. Um estripador de sonhos, de consciências ocultas nas sombras que projetamos, capaz, de um só golpe, resgatar toda a memória, de extirpar a rotina exausta de uma vida de semiexistência.

Baptista Bastos abre uma varanda a um momento de reflexão e fá-lo numa escrita doce e tranquila.

Maria do Rosário Pedreira oferece-nos uma Paris onde uma família vê sua felicidade ameaçada pela sombra da doença e é resgatada por quem procura alimentar-se dessa fragilidade.

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Nova Teoria do Mal

Nova Teoria do MalNova Teoria do Mal by Miguel Real

Este livro, segundo o seu autor, tem origem numa revolta: “a revolta moral contra o estado de vida degradado, autenticamente terceiro-mundista, de mais de 2 milhões de habitantes de Portugal; Não podia encarar grande parte da classe política que nos governa desde meados da década de 1980 sem encontrar nos seus olhos, na sobranceria das suas atitudes, na prepotência das suas leis (extorquindo dinheiro à população, favorecendo os que mais o têm), no ar enfastiado e enfatuado com que no estrangeiro se referem ao povo português, culpando-o de um atraso cuja responsabilidade só às elites pertence, sem detectar neste conjunto de atitudes uma visível tendência para o mal, um genuíno prazer no mal que iam cometendo lei a lei.” (pág. 13)

Tal como a vida “não nasceu contra o caos, mas sobre o caos” (pág. 109), é natural que esta revolta também nasça sobre a desagregação da nossa sociedade, sobre este amortecimento português sem um aparente desígnio de maldade.

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