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José Saramago

Novas edições de José Saramago

caimcadernoslanziiiO controverso Caim e o terceiro volume dos seus diários são publicados esta semana
Em 2017, a Porto Editora continua o seu trabalho de reedição da obra de José Saramago e, a 2 de fevereiro, chegam às livrarias Caim e Cadernos de Lanzarote III. Continue reading “Novas edições de José Saramago”

Espólio de José Saramago

conv_js_bnNo sábado (10), às 16h30, terá lugar na Biblioteca Nacional de Portugal a cerimónia de entrega do espólio de José Saramago à instituição.

Cadernos de Lanzarote

cadernos-iO regresso dos Cadernos de José Saramago. A Porto Editora publica a 13 de outubro as novas edições de Cadernos de Lanzarote I e Cadernos de Lanzarote II, os primeiros volumes dos diários de José Saramago. Publicados pela primeira vez em 1994 e 1995 Continue reading “Cadernos de Lanzarote”

O Lagarto

o-lagarto_2016José Saramago e J. Borges juntos em O Lagarto. Livro será apresentado no FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos a 22 de setembro A Porto Editora lança no dia 22 de setembro O Lagarto, um livro que une as palavras de José Saramago e as xilogravuras de J. Borges, mestre brasileiro de arte popular. Nesse dia, às 18:30, este livro será apresentado no FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos Continue reading “O Lagarto”

A Viagem do Elefante – em BD

A Viagem do ElefanteA Viagem do Elefante by João Amaral

“Em meados do século XVI o rei D. João III oferece a seu primo, o arquiduque Maximiliano da Áustria, genro do imperador Carlos V, um elefante indiano que há dois anos se encontra em Belém, vindo da Índia.” Desta forma se resume o episódio histórico a partir do qual Saramago construiu o seu romance. Salomão, assim se chama o elefante, parte a caminho de Viena acompanhado do seu cornaca. Uma comitiva de apoio assegura a necessária logística e todos seguem protegidos por uma escolta militar. Homens e bestas caminhando segundo a sua condição.

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Saramago – 15 anos do prémio Nobel

NobelEm jeito de homenagem, publico aqui um texto meu, de 2008, sobre o Memorial do Convento.

A Sete-Sóis retirou-lhe Saramago a mão esquerda porque isso rimava com Deus. Os homens são fracos criadores e o seu entendimento é uma caricatura de Deus; é o homem que se deixa rir de si próprio.

Sabe pouco este criador de textos que, consciente do seu erro, consola Sete-Sóis dizendo-lhe que Deus também é maneta, pois nunca ninguém se sentou à sua esquerda. Presumem muito sobre as coisas de Deus os que, sendo ateus, engravidam de certezas, rivalizando com fundamentalistas, beatos e ratos de sacristia.

A escrita de Saramago estende-se em longos parágrafos, frases que transbordando  pingam na linha debaixo. Aqui e ali surge uma vírgula, que parece segurar o texto, evitando que as frases se quebrem sobre o seu próprio peso e se precipitem no fim da página. Esta escrita é feita de equilibrismo, resultado de um criador que deste ofício de escritor pouco sabe e nunca lhe aprendeu a pontuação. Dizem.
Nunca percebi se as suas frases são longas ou cheias de vírgulas.

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A oração de Saramago

O Evangelho segundo Jesus CristoO Evangelho segundo Jesus Cristo by José Saramago

Como escrever um evangelho segundo Jesus Cristo, na ótica de um ateu convicto? Com que luz se abordam estas verdades de fé, que recebemos na nossa infância? Deus, na sua versão católica, tem uma omnipresença civilizacional. Nas primeiras linhas se dita o tom do livro e Saramago abre com a passagem do calvário, o sacrifício do Cordeiro de Deus.

O primeiro capítulo inicia-se como se estivéssemos perante uma descrição cinematográfica. A câmara desce do canto superior esquerdo do enquadramento e toda a cena começa a ser revelada. Mas não é uma realidade factual a que assistimos, estamos antes perante uma pintura, onde “nenhuma destas coisas é real, o que temos diante de nós é papel e tinta, mais nada.” Uma afirmação plena de verdade: “nenhuma destas coisas é real”. O autor, sem que ninguém se sinta ofendido na sua fé Cristã, usa uma recreação alheia para introduzir a sua visão agnóstica. Saramago termina este primeiro capítulo com uma esclarecedora profissão de fé: “tudo isto são coisas da terra, que vão ficar na terra, e delas se faz a única história possível.” Nenhuma transcendência será de esperar.

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